quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Namorar ou ficar?


Quem fica, fica...
O mundo tem tendência para apresentar soluções fáceis para problemas difíceis. E nós, temos tendência para aceitar e acolher essas “molezas”.
Um dos principais alvos do “inimigo” é o jovem. É o jovem quem fomenta essa geração “fast-food”, que quer tudo mastigadinho, fácil e na hora que quer.
E a maior bandeira desses jovens é também a maneira que os mesmos têm de esconder sua imaturidade: a falta de compromisso.
Se é na escola, passam de ano por passar, sem compromisso nenhum de adquirir conhecimento.
Se é vestibular, fazem por fazer, escolhem o curso mais fácil e se passar, bem. Se não passar, papai ou mamãe paga. Se não pagarem, “fica de bobeira” mesmo...
Se o assunto é trabalho, melhor não tocar nele. Se for imprescindível trabalhar, que seja algo fácil e que não envolva responsabilidades.
Se é a vida religiosa, vai à igreja aos domingos (e quando vai...) e nas festas, pois a família obriga. Santidade? Coisa de carola...
Todas essas são características dos “descompromissados” de plantão. Porém, uma preocupa muito, especialmente: o descompromisso na vida afetiva.
A moda do “ficar” passeia por todas as idades. Hoje em dia, até as “vovós” estão nessa, como fossem moças ainda.
E ainda que fossem, não teria cabimento tal “espécie” de relacionamento.
Segundo o Houaiss, importante dicionário brasileiro, “ficar” é “manter com (alguém) convívio de algumas horas, sem compromisso de estabilidade ou fidelidade amorosa”.
Meu Deus!
A aberração é tão grande que até a Língua Portuguesa já reconhece esse atestado de auto-desprezo. É deplorável.
Mais espantado ficamos quando percebemos que o namoro, hoje, é motivo de chacota. É coisa do passado. Casar então, nem pensar...
Esse mundo que quer provar de tudo e de todos nunca se satisfará.
Aquele que “se diverte com o errado até encontrar o certo”, nunca encontrará o certo. E olhe bem: não é profecia e muito menos praga. É simplesmente a lógica.
Há duas faces aterrorizantes dessa maldita moeda:
1. Quem quer “provar” de todos, invariavelmente, vai enjoar. E aí? Aí vai perceber que jogou todo o tempo de sua vida no lixo e que nunca o recuperará. Talvez, nem tenha forças para se erguer.
2. Quem “se deixa provar” por todos, uma hora também enjoa. E percebe que todos tem o mesmo gosto; gosto de tristeza. Daí, percebe que seu corpo não tem mais valor. Se percebe lixo e talvez não tenha forças para “querer ser reciclado”.
Por trás de tudo isso, que chamam de “estar na moda”, “legal”, “irado”, está um inegável e gigantesco MEDO.
Medo de não ser correspondido, medo de ser traído, medo de se entregar, medo de não encontrar a “metade” da laranja, medo da reação dos “amigos”, medo de cair na rotina, e sobretudo: medo de amar.
Quem “fica” é medroso.
Tem coragem de transar com 100, mas tem medo de derramar o coração para 1 só.
Tem coragem de “ter duas namoradas” ao mesmo tempo, mas tem medo de ter uma só.
Ô meu irmão, acorda pra vida!
Cê tá perdido!
Peça pra Cristo te achar!
“Ficar” só leva a um lugar. Nem queira saber qual.
Paulo em uma de suas cartas diz: “Quando criança, pensava como criança. Agora, como adulto penso como um adulto.”
E você?
Quando é que você vai “adultecer”?
Só na velhice? E sua juventude? Não quer aproveitar?
Então aproveite, santamente, para não virar um velho resmungão e irritantemente saudosista.
A vida é para ser vivida e não “morrida”, como o fazem os adeptos do “fica”.
Quem fica, fica.
Quem namora, segue em frente.
Quem namora santamente, segue em frente e acima, rumo a felicidade e... o Céu.
Escolha a melhor opção.
Amém

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